Os caminhos do futebol de mesa
nos proporcionam amizades maravilhosas e que perduram através dos tempos. Eu
colecionei amigos desde os meus primeiros passos no futebol de mesa e a grande
maioria foi conservada com carinho e emoção. Já falei do meu reencontro com o
meu primeiro adversário no Campeonato Brasileiro de 1970, realizado no ano
passado em Salvador.
Hoje , relembro um dos meus adversários do segundo Campeonato
Brasileiro, realizado de 13 a
17 de agosto de 1971, na adorável cidade de Recife, capital do Pernambuco.
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Copa Guarabira FM (1970) - Em 1º plano Haroldo, Fernando e Zezinho Chinês
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Por incrível coincidência, o
resultado desse jogo foi idêntico ao que realizei com o José Inácio, de
Sergipe: 1 x 1. Meu adversário era o também bancário Manoel Nerivaldo Lopes que
jogava com o Náutico, o Timbú pernambucano. Foi um jogo em que a maior
oportunidade que surgiu foi a amizade que travamos. Por algum tempo nos
correspondemos, mas a distância se encarregou de nos deixar afastados. Isso até
que, recebendo uma mensagem religiosa muito profunda e cativante, procurei o
nome de seu autor: Nerivaldo Lopes.
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Nerivaldo (Naut.) X Guarabira (Toinho Amarelo) - 1970
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A curiosidade tomou conta e não
sosseguei até enviar um e-mail para o endereço indicado, o qual dizia o
seguinte: Manoel Nerivaldo Lopes, gostaria de saber se você é originário da
Paraíba, se trabalhou no Banco do Brasil e se jogava futebol de mesa? A razão é
que eu conheci Manoel Nerivaldo Lopes em 1971, quando participamos do 2º
Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa em Recife (Pernambuco). Na ocasião,
seu time era o Náutico e estava representando a Liga Guarabirense de Futebol de
Mesa, de Guarabira (Paraíba). Em 13 de agosto de 1971, jogamos uma partida no
Geraldão e o resultado foi o de 1 x 1. Eu sou o Adauto Celso Sambaquy e ficaria
feliz em saber que encontrei um amigo que há muitos anos não tinha notícias.
Forneci-lhe o meu e-mail e solicitei: Por favor, dê retorno.
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| II Nordestão- Aracaju - SE - 1970 - A partir da esq - Guilherme, Zezinho, Nerivaldo, Zequinha |
Poucos dias após, recebo a
resposta tão aguardada:
Meu caro Sambaquy,
Sou eu mesmo. Que alegria abrir a
minha caixa de mensagens e encontrar seu e-mail! Você só pode ter recebido uma
das mensagens que formato e mando para os meus contatos, não é? Só pode ter
sido. Fico muito feliz. Saí de Guarabira em abril de 1976, transferido, a
pedido para João Pessoa onde nasci. Aposentei-me no início de outubro de 1990.
Ao chegar aqui, tentei implantar nossa regra, mas não foi possível. Daí aos
poucos fui perdendo o interesse pelo futebol de mesa, e hoje é uma boa
lembrança de minha vida.
Tenho bem presentes em minha
mente aqueles gostosos momentos em Recife, quando do 2º Campeonato Brasileiro.
Tenho saudade de meu saudoso compadre, Ivan Lima, falecido em 1994. Bons tempos
aqueles!
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Ivan Lima e Nerivaldo Lopes
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Você ainda mora em Brusque? Ainda conservo comigo as cartas recebidas
de vários colegas de Ligas, inclusive cópia da ata de fundação da Associação
Brasileira de Futebol de Mesa, datada de 19.07.1976, onde você aparece como
Conselheiro representante de Santa Catarina. Lá estão os nomes de Oldemar
Seixas, do falecido Jomar Moura, José Nunes Orcelli, Getúlio Reis de Faria e
outros. Caro amigo, que bom esse reencontro, ainda que pela internet. A seguir
informa seu novo e-mail e seu endereço.
Desde então, religiosamente,
mantemos correspondência, sendo que para as suas mensagens religiosas criei uma
pasta e, sempre que alguma coisa me perturba, vou até lá e leio algumas, as
quais sempre me mostram como devo proceder.
A cada vitória do meu Inter,
recebo parabéns, não me esquecendo de retribuir quando o Fluminense vence,
pois, além de Náutico, meu amigo é tricolor carioca roxo. Pois agora, depois de
ler tantas colunas escritas, manifestou sua vontade de possuir um time do
Fluminense e até detalhou a forma como devem ser os botões. A parte baixa
deverá ser branca e, na parte superior, um circulo bordô, outro branco e no
centro verde, com o distintivo e numeração. Se não praticar, pelo menos vai ter
a alegria de possuir um time de seu coração de torcedor. Solicitei ao meu
filhão Daniel Maciel que seja o intermediário, pois é quem mantém contato com o
seu Manoel de Rio Grande, o fabricante dos botões de sua preferência. Espero
que chegue às minhas mãos o modelo e enviar para aprovação ao Nerivaldo, pois
será o meu presente a esse amigo querido.
Nerivaldo tem uma família linda
e, na atualidade, desempenha as funções de pastor evangélico, razão pela qual
produz suas mensagens que edificam muito a fé das pessoas. Uma amizade que
perdura há quarenta e dois anos, feita através do futebol de mesa, é algo que
deve ser enaltecida sempre. Assim como ele, muitos outros amigos são
preservados em meu coração. Existe algo melhor do que isso? Algum troféu
substitui algo tão grandioso e tão forte em nossa existência? Não, por isso eu
sempre afirmo que as minhas maiores conquistas foram as amizades que o esporte
que escolhi praticar me proporcionou.
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Nerivaldo Lopes e sua
esposa na comemoração de suas bodas.
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Até a semana que vem, se Deus
assim permitir.

+x+Guarabira+(Toinho+amarelo)-1970.jpg)






































