segunda-feira, 18 de abril de 2011

HOMENAGEM A UM ÍCONE – AIRTON DALLA ROSA.


Minha gente, escrevi essa crônica e ao invés de salvar, deletei. Mas, como ela está em minha retina, vou fazer tudo novamente, pois a homenagem é merecida . Há muito tempo desejo falar dessa pessoa maravilhosa, honesta, cavalheiro e um maravilhoso botonista.

E digo isso, não por ser ele tio do presidente da AFM Caxias do Sul, tio do Alexandre (Fluminense) Prezzi, cunhando do Nelsinho Prezzi, o churrasqueiro oficial da entidade botonistica caxiense, mas por ser o mais completo botonista que eu já vi em minha vida.

Conheci o Airton menino, cheio de sonhos e vontades, mas sequioso de conquistar espaço no futebol de mesa nacional. Ardiloso, vendia rifas para os freqüentadores do Recreio Guarany, com a finalidade comprar mesa, botões, bolinhas. Participava ativamente de todos os movimentos que realizávamos, ajudando em tudo o que podia. E foi assim que ele constou na delegação que estava em Salvador, por ocasião do Primeiro Brasileiro, onde os nordestinos queriam abiscoitar todos os prêmios. Só que o menino Airton estragou a festa. Por isso, os sergipanos (baianos de nascimento), Atila Lisa e José Marcelo, ficaram com o primeiro e segundo lugar do campeonato. Restava ainda a conquista de terceiro e quarto lugar. O baiano Pepe consegue o terceiro, mas tem de curvar-se à Airton, um gauchinho que consegue o quarto lugar do certame.

Airton, um menino, ensinava a todos nós, adultos, a jogar futebol de mesa com honestidade. Com ele, árbitro era figura decorativa, pois caso ocorresse alguma falha, era denunciada, antes mesmo do árbitro se pronunciar. Todos nós aprendemos a valorizar essas atitudes de correção e honestidade. Serviu de exemplo a todos.

Lembro ainda, que quando consegui meu único título caxiense, na primeira rodada, fui goleado por ele. Mesmo assim, consegui chegar ao final em primeiro, um ponto à sua frente, o que valoriza a minha conquista.

O maior exemplo de sua conduta honesta e honrada foi dada no campeonato brasileiro, realizado em Brusque. Jogava as semi finais, com Hosaná Sanches, da Bahia, quando esse, sem explicação, desmaia. Outro qualquer reivindicaria para si os três pontos, pois seu time estava em campo e o adversário “fora de combate”. Só que esse adversário do “fora de combate” chamava-se Airton Dalla Rosa. E ele foi taxativo: Meu adversário não estava bem e eu exijo que a partida seja jogada novamente, desde o seu inicio. Atitude de um desportista correto.

Resultado final: Hosaná Campeão. Mas, sempre que Hosaná olhar para o lindo troféu que recebeu, pela conquista, deverá ler, em letras invisíveis, GRAÇAS AO AIRTON DALLA ROSA..

O Airton sempre foi tudo isso. Para comprovar tenho dois baluartes que ainda estão entre nós, jogando o futebol de mesa: Luiz Ernesto Pizzamiglio e Marcos Antonio Zeni. Com certeza eles dirão as mesmas palavras que eu estou falando.
Todas as suas conquistas, as quais foram inúmeras, foram conquistadas com lisura e honestidade. Seus troféus são merecidos e valiosos. Foi realmente um herói caxiense que deve ser preservado em futuras realizações de nossa agremiação.

Esse nome nunca poderá ser esquecido. Deve ser reverenciado, enaltecido e enobrecido em campeonatos, torneios e realizações que possam ser efetivadas, não só pela AFM, como por muitas agremiações gaúchas, pois Airton conquistou a simpatia de gaúchos, cariocas, baianos, pernambucanos, mineiros e principalmente catarinenses, onde é lembrado com saudade por todos os antigos botonistas.

Airton é um desses nomes que fez a caminhada juntamente comigo, desde o primeiro momento, em que abraçamos a causa do futebol de mesa brasileiro. Foi um batalhador, um divulgador, uma das pessoas que estavam sempre prontos a colocar seu Cruzeiro na mesa, para mostrar o moderno futebol de mesa que estava surgindo. E quem, não temia o seu terrível Tostão, goleador implacável, que não perdia chance alguma de marcar gols.

Por isso, meus amigos, a minha homenagem de hoje é para esse ícone do futebol de mesa brasileiro, respeitado na Bahia, por suas conquistas, mais do que por seu nome, pois por lá era chamado de Airton Della Rosa. Mas, sobretudo, respeitado por aqueles que eram os nossos maiores adversários. Airton merece um lugar de honra na galeria de pioneiros do futebol de mesa brasileiro.

Sinto tristeza em saber que ele está afastado das mesas, mas, quem sabe, um dia volte a ser a fera que sempre foi. Afinal, quem foi rei sempre será majestade.

Até a semana que Vêm se Deus permitir.

Sambaquy.

Foto: Airton Dalla Rosa, Daniel Alves Maciel e Adauto Celso Sambaquy.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DESFAZENDO UM ERRO HISTÓRICO.



Meus amigos do futebol de mesa, hoje eu vou tentar modificar uma inverdade que está considerada na história das conquistas da AFM CAXIAS DO SUL. Eu sempre gostei das coisas certas e quando, há algum tempo, li no Blog da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa o resultado do Primeiro Campeonato Brasileiro, realizado em Salvador, em 1970, dando como vencedores individuais: Atila Lisa (Sergipe), José Marcelo (Sergipe), Jorge Compagnoni (RGS) e Airton Dalla Rosa (RGS), respectivamente, fiquei com uma pulga atrás da orelha.

Por isso, vamos refazer todo o caminho percorrido.

O primeiro campeonato brasileiro de Futebol de Mesa, realizado no país, contou com a presença dos estados da Bahia (patrocinadora), Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe, sendo realizado nos dias 9, 10 e 11 de janeiro de 1970, na sede do Centro Cultural e Recreativo Espanhol, na cidade de Salvador.

O campeonato foi coroado de pleno êxito, tanto na parte técnica, como na parte social, pelo congraçamento dos elementos que compuseram as representações estaduais. Todas as delegações elogiaram a acolhida oferecida por parte da Liga Bahiana de Futebol de Mesa, cujo encerramento foi com um almoço na aprazível sede do Ypiranga Futebol Clube.

Mereceu os maiores elogios a conduta do Dr. Próculo Azevedo, coordenador Geral do Brasileiro, e toda a sua equipe, formada por Washington Bonfim, Nelson Carvalho, Roberto Contreiras, Ronald Aguiar e outros, inclusive com um quadro de árbitros, que se saiu muito bem. A Bahia foi representada pelos técnicos Hidiberto Santos, Ademar Carvalho e Milton Silva, sendo proclamada a vencedora da competição por equipes, tendo em seus jogos apenas um empate entre Milton Silva e João Paulo Mury, do Rio de Janeiro, sendo que Hidiberto e Ademar não perderam um ponto sequer. A Liga Bahiana ofertou aos dois um diploma de Mérito.

As demais equipes estavam assim representadas:

Pernambuco: Helio Pitanga, Ivan Lima e Marcelo Tavares.

Rio de Janeiro: Adelson Albuquerque, João Paulo Mury e Paulo Granja.

Rio Grande do Sul: Adauto Celso Sambaquy, Ângelo Slomp e Walmor da Silva Medeiros.

Sergipe: Antonio Carlos de Oliveira Menezes, Hamilton Silveira e José Inácio dos Santos.

A Paraíba disputou somente o individual.

Os resultados foram:

Bahia 6 x 0 Sergipe ( Hidilberto 8x0 Antonio Carlos – Ademar 6x0 Hamilton e Milton 6x2 Inácio).

Pernambuco 6 x 0 Rio de Janeiro (Helio 3 x0 Adelson - Marcelo 2x1 Paulo e Ivan 3x2 Mury).

Sergipe 4 x 2 Rio Grande do Sul (Inácio 1x1 Sambaquy – Hamilton 3x3 Ângelo e Antonio 3x2 Walmor).

Bahia 6x0 Pernambuco (Ademar 1x0 Ivan – Hidiberto 1x0 Marcelo e Milton 8x0 Hélio).

Pernambuco 3x3 Rio Grande do Sul (Ivan 2x0 Walmor – Hélio 1x1 Ângelo e Marcelo 1x2 Sambaquy).

Bahia 5x1 Rio de Janeiro (Ademar 2x0 Paulo - Hidiberto 7x0 Adelson e Milton 2x2 Mury).

Sergipe 4x2 Rio de Janeiro (Inácio 1x0 Adelson - Antonio 6x1 Mury e Hamilton 1x2 Paulo).

Bahia 6x0 Rio Grande do Sul (Hidilberto 3x0 Walmor –Ademar 4x1 Ângelo –Milton 7x1 Sambaquy).

Pernambuco 4x2 Sergipe (Helio 1x1 Hamilton – Marcelo 1x0 Inácio e Ivan 1x1 Antonio).

Rio Grande do Sul 6x0 Rio de Janeiro (Ângelo 1x0 Mury - Walmor 1x0 Paulo e Sambaquy 4x1 Adelson).

A colocação final por equipes dói 1º Bahia, 2º Pernambuco, 3º Sergipe, 4º Rio Grande do Sul e 5º Rio de Janeiro.

A Bahia venceu a Taça Eficiência, Taça de Maior Artilharia, Taça Defesa Menos Vazada e Disciplina.

No certame individual, onze técnicos foram divididos em duas chaves:

A – Oldemar Seixas (Bahia), Nivaldo (Paraíba), Jorge Compagnoni (RGS), Paulo Henrique (Rio de Janeiro), José Marcelo Farias (Sergipe) e Rafael Alves (Pernambuco).

B – Airton Dalla Rosa (RGS), Rodolfo Albuquerque (Pernambuco) Átila de Menezes Lisa (Sergipe), Antonio Carlos Martins (Rio de Janeiro) e José Santoro Bouças (Bahia).

Os resultados foram:

CHAVE A - Oldemar 3x1 Nivaldo, Jorge 4x1 Paulo Henrique, José Marcelo 8x0 Rafael, Jorge 1x1 Nivaldo, José Marcelo 2x1 Oldemar, Rafael 5x2 Paulo, Rafael 3x2 Nivaldo, Oldemar 3x0 Jorge, José Marcelo 5x0 Paulo Henrique, José Marcelo 5x1 Nivaldo, Jorge 3x1 Rafael, Oldemar 6x3 Paulo Henrique, Nivaldo 3x1 Paulo Henrique, José Marcelo 1x1 Jorge e Oldemar 4x3 Rafael.

CHAVE B – Dalla Rosa 3x0 Rodolfo, Atila 2x0 Martins, Santoro 1x0 Dalla Rosa, Martins 4x0 Rodolfo, Dalla Rosa 7x1 Martins, Átila 1x0 Santoro, Santoro 6x0 Martins, Átila 3x1 Rodolfo, Átila 1x1 Dalla Rosa e Santoro 2x0 Rodolfo.

A final reuniu os que mais somaram pontos em ambas as chaves: José Marcelo (Campeão da A) e Átila Lisa (da B), em um jogo único, com a vitória de Átila por 1x0, sagrando-se dessa forma como primeiro campeão brasileiro da modalidade. José Marcelo Farias foi um brilhante vice-campeão, ficando o baiano José Santoro Bouças com a terceira colocação e Airton Dalla Rosa com o honroso quarto lugar. Essa foi a súmula que foi passada pela Liga Bahiana às demais co-irmãs. Não sabemos como foi publicado em alguns boletins como sendo a terceira colocação de Jorge Compagnoni, pois houve critérios de número de jogos realizados, sendo que o grupo A contava com um participante a mais que o grupo B. Enfim, com a palavra o Dr. Próculo, maior mentor desse primeiro campeonato brasileiro.

No final, em almoço tradicional baiano, na sede do Ypiranga, Ademar Dias de Carvalho, presidente da Liga Bahiana de Futebol de Mesa, antes da entrega dos prêmios, enalteceu a presença de todos os desportistas presentes e fez um agradecimento ao comércio baiano pelo apoio dado ao Campeonato Brasileiro.

Esse rico material faz parte do Anuário do Futebol de Mesa Brasileiro, de autoria do amigo botonista José Ricardo Caldas e Almeida.

Espero que seja corrigida na história das conquistas caxienses, essa terceira colocação do Primeiro Campeonato Brasileiro, pois, realmente não é nosso o prêmio. O melhor caxiense foi o nosso querido amigo Airton Dalla Rosa, o gentleman dos gramados de madeira.

Até a semana que vem se Deus quiser.

Sambaquy.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

UM MÉDICO, ESCRITOR E JORNALISTA QUE JOGOU FUTEBOL DE MESA.


Eu sempre procurei escrever sobre as minhas experiências vividas no futebol de mesa. Em cada uma delas, sempre são citados os nomes dos parceiros, que comigo disputavam as partidas. Por isso, deixei de nominar muita gente importante que praticou, pratica ou vai praticar o futebol de botões. Deixei de falar de artistas, cantores, humoristas, desenhistas, que, nesse país praticam o nosso esporte, mas, hoje não vou me furtar em citar um nome respeitável, que admiro de longa data: Dr. Francisco Michielin.

Conheço o Chico desde a época em que ele ganha seu primeiro time de botões. Menino de calças curtas, estudante do Colégio do Carmo, e, que morava há umas três ou quatro quadras de minha casa. Foi na casa de um quase vizinho do Chico, que eu fui apresentado ao futebol de botões.

Foi na casa do falecido Décio Viana, funcionário antigo do Banco do Brasil, quando seu filho Marco Antonio promovia um campeonato, que eu tomei conhecimento desse esporte, o qual nunca mais me abandonou.

Pois bem, como leitor assíduo do Chico, pois tenho algumas de suas obras: Assim na Terra como no Céu, que recebi de suas mãos, em seu consultório, em 02.02.2001, com uma dedicatória; A Primeira Vez do Brasil, que minha querida neta Patrícia me enviou, ainda acompanhava todas as suas deliciosas crônicas semanais. Tenho-as, inclusive, encadernadas. E folheando essa encadernação, encontro uma crônica, escrita em 19 de agosto de 2005, a qual passo a transcrever, pela beleza do texto e a confissão dessa paixão:

MEU PRIMEIRO TIME DE BOTÃO.

“Teria eu, sei lá, cinco ou seis anos, talvez sete, qualquer coisa por ai, mas não mais.

Entre os grandes entretenimentos daqueles tempos, bola de meia na calçada, quando muito de borracha e excepcionalmente, de couro, mas isso já é falar de coisa raríssima.

E por analogia, a sua extensão correspondia à mesa de botão.

Os botões serviam como nossos craques e eram assim chamados, porque, no princípio e por largo período, não passavam mesmo de botões, geralmente os maiores e mais maçudos, arrancados de nossos casacos ou, então, em último caso, comprados nas lojas de miudezas, mas a preço nada atraente para nossos parcos tostões.

Tratava-se, sem dúvida, de uma das grandes diversões da época, dando, para nossas mães, a certeza de que andávamos bem próximos, em alguma casa da vizinhança, pois costumávamos revezar os campos de batalhas, apresentando-nos, alternadamente, em diferentes locais, que, para nós, tinha o mesmo gosto de excursionar para plagas inimigas e enfrentar estádios hostis, cujas vitórias, quando conquistadas, alcançavam o valor inestimável de uma memorável proeza.

Meu primeiro time de botão, o Juventude, bi-campeão da cidade, nos anos de 49-50, com um “timaço” que até quem não era “papo” declamava de cor, pois sua escalação tinha uma rima poética, confira só:

Casara, Borta e Pipinha; Marcon, Anatólio e Brito; Canelinha, Pulim, Homero,Margarida e Lory.

Era um esquadrão imbatível, o supremo dono da cidade, uma verdadeira máquina.

Fiquei me lembrando dessas coisas, ao cair da tarde de domingo, quando o Alfredo Jaconi calou sua agitação e por um minuto, em silêncio, prestou sua derradeira homenagem a um dos grandes ídolos que vestiu a camisa verde e branca.

Morreu o insubstituível ponteiro-direito Canelinha, mais uma baixa para o meu antigo time de botão.

Uma perda irreparável.

E outro gol contra as memórias de minha infância.”

Pela beleza da crônica, pela personificação de seu ponteiro-direito Canelinha, grande pessoa humana, cheio de virtudes e um grande amigo também, a crônica me emocionou a ponto de lágrimas teimosas rolarem, molhando a minha barba já embranquecida.

Há questão de um ano, ou pouco mais, em um site de ofertas de times de botão, encontrei um Juventude, Campeão da Copa do Brasil. Mandei buscar e, enviei ao querido amigo Chico. Recebi dele um e-mail agradecido, dizendo que iria colocar junto com os demais presentes, debaixo da árvore de Natal, e com isso, voltaria a ser aquele menino de sete anos. Fiquei feliz por ter retribuído aquele gesto tão amigo, que recebi naquele distante dia dois de fevereiro de 2001.

Obrigado meu amigo Chico, valeu ler todas as suas crônicas no Pioneiro, o qual deixou de ser o mesmo, depois que paraste de escrever.

Semana que vem, mais um episódio dessa coluna.

Sambaquy.

segunda-feira, 28 de março de 2011

S. O. S. – OLDEMAR SEIXAS.


Meus amigos botonistas, hoje vou tratar de um assunto deveras delicado. Para início de conversa, apresento para quem nunca escutou o nome, Oldemar Seixas, baiano, 75 anos de idade, radialista e um dos pais da Regra Brasileira de Futebol de Mesa. Na década de sessenta e setenta, foi o maior divulgador do futebol de mesa no nordeste e centro do país. Partiu dele a reportagem que a antiga Revista do Esporte publicou, com o título BAHIA DÁ LIÇÕES DE FUTEBOL DE BOTÃO, o que acabou desencadeando o movimento de 1967, para a criação da Regra, que hoje praticamos. Sua atuação, escrevendo para a Revista do Esporte, do Rio de Janeiro, Futebol e outros Esportes, de São Paulo, e sua coluna semanal no Jornal A Tarde, de Salvador, ajudaram a divulgar e desenvolver o nosso esporte. Sua atividade principal seria sempre o Rádio, onde desempenhou as funções de locutor esportivo, narrando jogos, comentando-os, participando de mesas redondas esportivas. Mas, a sua menina dos olhos foi o Programa que criou BAHIA, CAMPEÃO DOS CAMPEÕES. Diariamente estava ele, com uma equipe de ajudantes, por uma hora inteira, divulgando os feitos do seu Bahia. Seu dia-a-dia, suas novidades, suas contratações, enfim, tornou-se porta voz do clube, junto aos milhares de torcedores do tricolor baiano. E isso perdurou por longos 34 anos.

O programa era locado na Rádio Cristal e o clube pagava o aluguel do horário. Oldemar e sua equipe sobreviviam dos patrocínios de torcedores baianos, que o ajudavam, pagando para divulgar seus produtos.

Segundo suas palavras, no ano de 2009, o clube começou a atrasar significativamente os pagamentos, por vezes parcelando-os, e, finalmente deixando de efetuá-los. Isso fez com que a empresa radiofônica retirasse o programa do ar. Terminou o ano e o programa deixou de existir.

Imaginem a situação de nosso amigo. Sem programa não teria como requisitar patrocinadores e assim a sua vida, depois de 34 anos plena e radiante, virou um caos total.

Em todos esses 34 anos, como navegasse em mar tranqüilo, Oldemar jamais se preocupou em recolher sua contribuição ao INSS. Jamais imaginaria que àquele que, tanto amor recebia desse torcedor, acabasse sendo traído vilmente. Mas, a vida é assim mesmo. O mar tranqüilo virou mar revolto. As contas avolumando-se em sua porta. Os amigos, salvo alguns gatos pingados, desapareceram totalmente. Afinal sua voz não era mais escutada, suas mensagens deixaram de existir. Poucos ficaram ao seu lado. Eu sou um deles,e durante o ano de 2010, enviei em oito oportunidades, valores para ajudá-lo a quitar as contas mais prementes, como aluguel, comida, remédios. Mas, a situação está piorando. Oldemar conseguiu, pela sua idade avançada (75 anos) uma aposentadoria especial do INSS, no valor de um salário mínimo. Digam-me se uma pessoa, com esposa e filha, pode sobreviver com um salário mínimo mensal. Acredito que só na farmácia deva gastar tudo. Seus aluguéis estão atrasados, há credores batendo em sua porta a todo instante, e os seus amigos que o ajudam estão no limite.

Trouxe essa questão para dividir com vocês, botonistas brasileiros. Todos nós devemos muito ao Oldemar, pois a sua divulgação do futebol de mesa ajudou a derrubar barreiras, e unir pessoas em todo o território nacional. Não sei se estou fazendo o correto, pois sempre defendi a máxima que diz: Não dê o peixe, ensine a pessoa a pescar. Só sei que a situação está desesperadora, e o desespero faz com que se cometam loucuras. Gostaria de evitar que isso acontecesse e por essa razão estou trazendo o assunto, tentando motivar as pessoas que gostam do futebol de mesa a ajudarem-no. Não há valores estipulados. Acredito que o que for conseguido, será bem recebido. Se por felicidade, conseguirmos ajudá-lo a resgatar suas dívidas, quem sabe o seu ânimo melhore, e, ele próprio encontre a saída definitiva para seguir sua jornada. Eu tenho feito a minha parte, mas devido a uma cirurgia que minha esposa estará realizando no início de abril, para a qual não há cobertura de meu plano, estarei impossibilitado de continuar ajudando-o. Mas sinto em cada telefonema o seu tom de voz, antes tão altivo e sonoro, diminuir, tornar-se lacônico e desesperado. Se o apelo tocar em seus corações, entrem em contato comigo, que eu forneço os dados bancários para que possamos ajudar a levantar esse botonista, que é uma bandeira nacional do futebol de mesa. Meu e-mail é asambaquy@terra.com.br. Lembrem-se que quem dá aos pobres e desesperados empresta a Deus. Um pouco de cada um poderia ajudar a levantar um amigo que nos ajudou a iniciar a caminhada em torno das mesas que amamos, pois foi ele um dos principais organizadores do primeiro campeonato brasileiro de futebol de mesa, realizado em Salvador em 1970.

Que Deus olhe por nós todos, enquanto pensamos no assunto.

Sambaquy.

segunda-feira, 21 de março de 2011

PORQUE EU SOU INTERNACIONAL.


Muitas vezes fui perguntado por que motivo eu comecei a minha carreira de botonista jogando com o G. E. Flamengo, e, hoje jogo com o S. C. Internacional. Afinal, meus primeiros troféus foram conquistados com as três cores do tradicional clube caxiense e entre elas a grande conquista que obtive em 1969: Campeão Caxiense de Futebol de Mesa, entrando para um seleto clube de botonistas de minha cidade.


Bem, o motivo dessa mudança aconteceu após ter vencido o campeonato de Caxias, com o meu G. E. Flamengo. E eu consegui o G. E. Flamengo depois que o Marcos Lisboa abandonou a disputa, com a mudança da regra gaúcha para a regra brasileira, a qual não havia se adaptado. Portanto, quando eu consegui o campeonato da cidade era a terceira vez que o Flamengo erguia o troféu de campeão em Caxias, quando o nosso tradicional adversário nunca havia conseguido tal feito.


Por essa razão, e em virtude de compromissos que estávamos assumindo em disputas de torneios fora da cidade, e também do estado do Rio Grande do Sul, solicitei ao Departamento de Futebol do Grêmio Esportivo Flamengo, uma camisa oficial. A mesma seria honrada e mostrada pelo país afora, em disputas de torneios oficiais de futebol de mesa.


A resposta foi uma grande decepção. NÃO TEMOS CAMISAS DISPONÍVEIS.


A minha decepção foi enorme a ponto de meu amigo, conselheiro do Flamengo, Helio Gomes Pinheiro Machado, me entregar uma camisa que estava em sua coleção e que era famosa, pois foi usada na exitosa excursão que o G. E. Flamengo fez pela Argentina, voltando com a faixa azul, invicto. Fiquei agradecido ao Hélio e conservo essa camisa, com a mesma devoção que ele teria, pois é um manto sagrado do clube que amamos. Mas, a mágoa persistia contra o departamento de futebol do meu clube do coração.


Em 1971, Flamengo e Juventude fazem uma fusão e criam a Sociedade Caxias do Sul de Futebol, nas cores branca e preta.


Meu clube deixava de existir.


O Caxias contrata Celso Tadeu Carpegiani, o popular Borjão. Ele é meu colega de Banco do Brasil e passa a trabalhar na agência, na Praça Ruy Barbosa, onde eu era Caixa Executivo.


Nessa época, como sempre gostei de esporte, acompanhava com interesse o campeonato gaúcho, e estava extasiado com o time do S. C. Internacional. O clube do povo do Rio Grande do Sul estava começando uma era de conquistas, e para isso trazia de sua base os principais jogadores, que compunham o seu elenco. E dentre eles, o irmão de Borjão. Paulo César Carpegiani era o número 10, daquela máquina de jogar futebol.


Um dia, atendo um rapaz, acompanhado de sua esposa. Queria falar com o Celso. Como também tenho Celso em meu nome, perguntei o sobrenome. Carpegiani. Então falei: o Borjão? – Sim, falou ele.


Virei-me e chamei o Borjão que veio atender ao seu irmão, em frente ao meu caixa. Apresentou-me, dizendo: Esse é o meu irmão Paulo Cesar que joga no Inter.


Apressei-me em cumprimentá-lo e, ousadamente fiz a colocação: - Paulo César, eu jogo futebol de mesa e gostaria de poder ter a camisa do Inter, pois meu time é o Internacional.


Ele disse que disponibilizaria uma e que esperasse. Fiquei feliz com o episódio e o tempo foi passando, até que em determinado dia haveria o jogo Caxias x Inter. O jogo foi em Porto Alegre e eu escutando no radio de meu carro, vibrava com cada jogada dessa dupla de irmãos, que afinal eram meus amigos. Não lembro o resultado do jogo, pois ao final dele, escutei emocionado, a descrição feita pelo repórter: - Meus amigos vejam que coisa emocionante: - Paulo Cesar está tirando sua camisa e entregando ao seu irmão Borjão. Confesso que fiquei paralisado e com lágrimas nos olhos. Será que ela viria para mim? Afinal eu havia solicitado e ele dissera que sim...


No dia seguinte, quando cheguei ao Banco, ansioso por encontrar o Borjão, recebo a boa noticia. Tua camisa está em minha casa. Mandei a minha esposa lavar e vou trazê-la, perfumadinha, para você.


Foi o dia determinante em minha vida, pois ela é o troféu mais valioso de minha galeria, com o detalhe que nunca poderá passar despercebido: cada camisa doada pelos jogadores, naquela época, era descontada de seu salário. Desde aquele longínquo ano de 1973, até o último dia de minha vida, sou Internacional e, meu número 10 será sempre o maior craque que eu vi jogar: Paulo Cesar Carpeggiani.


Vibro sempre com as conquistas do Inter, mas paralelamente eu sou Paulo César. Torci por ele quando dirigiu o Paraguai, quando dirigiu diversos times pelo país e agora sou um pouco são- paulino, pois desejo que ele se dê bem.


Afinal, sempre haverá um motivo para que um clube ocupe o lugar de honra em nosso coração. Fui Flamengo até o dia que o meu esforço em representar o clube foi ignorado. Recebi, em troca, uma manifestação de confiança de uma pessoa que conheci naquele momento, e, que nunca havia me visto antes na vida. Nisso, reside à grande diferença entre a mentalidade de quem pensa grande, com a mentalidade de quem pensa minguadamente.


Por uma camisa passei a torcer por um clube de outra cidade, e nunca mais me arrependi disso.


Hoje, ainda reside em mim a simpatia pelas três cores do Caxias, mas acima dele sou Internacional. Perdoem-me os meus conterrâneos, mas, é para sempre.


Até a semana que vêm se Deus permitir.


Sambaquy.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A VIDA COMEÇA EM 1967, NA REGRA BRASILEIRA.


Sem dúvida alguma, o ano de 1967 foi fundamental para o crescimento e desenvolvimento do futebol de mesa gaúcho. Até então, fazíamos parte do rol de entidades filiadas a Federação Riograndense de Futebol de Mesa e tínhamos, no final do ano anterior patrocinado o Campeonato Estadual em nossa cidade. Nesse mesmo evento, apresentado pelo presidente da própria Federação, foi aprovado um anteprojeto de uma nova regra, misturando a baiana com a gaúcha.

Em janeiro seguiram para a Bahia os desportistas Gilberto Ghizi, então presidente da Federação Riograndense e Adauto Celso Sambaquy, presidente da Liga Caxiense, com a finalidade de discutirem e acertarem pontos de vista sobre a nova regra. Os baianos receberam de braços abertos a iniciativa gaúcha, e sentados à mesa discutiram ponto a ponto, chegando ao final com uma Regra Brasileira, assim denominada, pois a intenção de todos era uma união nacional. Em dois dias a Regra estava impressa e foi entregue aos dois gaúchos.

Caxias do Sul, que há muito necessitava de uma injeção de ânimo, viu crescer assustadoramente o número de praticantes, enquanto a capital um sentimento de revolta tomou conta. Ghizi foi destituído da presidência da Federação e a Regra Brasileira não conseguiu êxito entre os adeptos porto-alegrenses.

Caxias passa a ser o centro estadual do futebol de mesa. Na AABB, onde o número de botonistas era oito, passou a contar com vinte e um. Os demais clubes que praticavam futebol de mesa, como o Guarany, mudaram o sistema, aderindo de pronto. Surgem então, para a alegria de todos os botonistas locais, departamentos de futebol de mesa no Vasco da Gama, Noroeste, Pombal, Juventus, Rádio Difusora, Água Negra e Industrial Madeireira. As encomendas ao José Aurélio, fabricante de botões baiano seguiam semanalmente e voltavam via Varig, para os ansiosos praticantes locais. A Rádio Difusora abre um espaço em sua programação diária para uma resenha sobre o futebol de mesa. A divulgação faz crescer o interesse geral pelo esporte dos técnicos.

Segundo a nova Regra Brasileira, o Recreio Guarany encerrou o seu primeiro campeonato interno, com a vitória de Ivan Puerari (Internacional). Os outros competidores foram: Airton Dalla Rosa (Cruzeiro), Ângelo Slomp (Corinthians), Vitório Menegotto (Flamengo), Nelson Prezzi (Penharol), Almir Manfredini (Santos) e Jorge Compagnoni (Boca Juniors).

Rudy Vieira (Bangu) venceu o Torneio Inicio no Vasco da Gama, ao vencer Boby Ghizzoni (Internacional) de forma espetacular, na final, por 8 x 3. O primeiro campeonato do Vasco da Gama teve início com nove participantes: Aldemiro Ernesto Ulian (Corinthians), Mario Ruaro Demeneghi (Botafogo), Nelson Ruaro Demeneghi (Santos), Augusto Peletti (Boca Juniors), Jonas Rissi (Pelotas), Jorge Resende (Vasco da Gama) e Sergio Salomon (Grêmio).

Na AABB realizava-se seu quinto campeonato, o primeiro na nova Regra. Estavam lutando pelo título: Rubens Constantino Schumacher (Fluminense), Vicente Sacco Netto (São Paulo), Rubem Bergmann (Juventude 1940), Sérgio Calegari (CR Flamengo), Roberto Cagliari Grazziotin (Pradense), Adauto Celso Sambaquy (GE Flamengo), Raymundo Antonio Rotta Vasques (Vitoriense), Sylvio Puccinelli (Vasco da Gama), Dirceu Vanazzi (Juventude) Nelson Mazzochi (Tupy), Milton Casanovas Machado (Palmeiras), Osni Freitas de Oliveira (Caxias), Walmor Medeiros (Cruzeiro Novo), Homero Abreu (Rio Grande), Paulo Luis Duarte Fabião (Pelotas), Silmar Haubrich (Taquarense), Ricardo Medeiros (Cruzeiro) e Aldo Oliveira (Grêmio). O resultado premiou ao Vasco da Gama de Sylvio Puccinelli, ficando em segundo lugar o Fluminense de Rubens Schumacher e em terceiro o São Paulo de Vicente Sacco Netto.

No dia dez de junho de 1967, na inauguração da mesa da Rádio Difusora Caxiense, um amistoso com a presença dos dois baianos: Oldemar Seixas (Ypiranga) e Ademar Carvalho (Vitória) marcou a primeira transmissão ao vivo de uma partida de futebol de mesa, em todo o país, narrada por Adelar dos Santos Neves, com comentários de Renato Monteiro. O jogo terminou empatado em 1 x 1.

O campeonato caxiense de 1967, o primeiro disputado na Regra Brasileira, foi vencido brilhantemente por Rubens Constantino Schumacher (Fluminense), técnico da AABB. Os demais botonistas que disputaram: Paulo Valiatti (Ponte Preta), Boby Ghizzoni (Internacional), Vicente Sacco Netto (São Paulo), Adauto Celso Sambaquy (GE Flamengo), Raymundo Vasques (Vitoriense), Sergio Calegari (CR Flamengo), Airton Dalla Rosa (Cruzeiro), Grêmio (Sergio Silva), Deodatto Maggi (Santos), Sylvio Puccinelli (Vasco da Gama), Paulo L. D. Fabião (Pelotas).

No ano seguinte, em 1968, na tentativa de aproximação com os botonistas da Regra Gaúcha, a Liga Caxiense promoveu o Torneio da Amizade, reunindo botonistas de Porto Alegre, Caxias, São Leopoldo, Rio Grande, Canguçú e Lagoa Vermelha, valendo dois troféus, sendo um para o torneio na regra Gaúcha, e, outro na regra Brasileira.

Na Regra Gaúcha o vencedor foi Clair Marques, de Rio Grande, ficando em segundo Luiz Pedde.


Na Regra Brasileira o vencedor foi Boby Ghizzoni seguido por Airton Dalla Rosa.

Na semana que vem vamos recordar mais um pouco de nossa história.

Até lá, com um abraço.

Sambaquy.

segunda-feira, 7 de março de 2011

CONTINUAÇÃO DA VOLTA AO PASSADO.



1966



Em 1966, Caxias do Sul já podia contar com o título de vice-campeã do Estado, através da boa campanha de Deodato Maggi. Mas o certame citadino foi levantado por Paulo Valiatti (Ponte Preta). A seguir, chegaram: 2º lugar Sérgio Silva (Grêmio), 3º Deodato Maggi (Santos), 4º Carlos Valiatti (Portuguesa), 5º Adauto Sambaquy (Vitória), 6º Renan Branchi (Juventude), 7º Sylvio Puccinelli (Vasco da Gama), 8º Ivan Puerari (Guarany) e 9º Delesson Orengo (Botafogo). Outros participantes do certame: Antonio Milton Talin, José Raul de Castilhos, Raymundo Vasques, Sérgio Calegari, Paulo Fabião e Roberto Grazziotin.



Na segunda categoria, o campeão foi Airton Dalla Rosa (Cruzeiro), secundado por Vitório Menegotto. Ângelo Slomp foi o terceiro colocado. Participaram também: Paulo César Gazola, César Klinger, Dauro Vargas e Nelson Prezzi.



Almir Manfredini venceu o certame da terceira categoria, seguido por Jorge Compagnoni (2º), Gelson Sachett (3º). Jogaram ainda João Dambroz, Roberto Rizzana e Raymundo Vasques Filho.



O campeonato da AABB foi vencido por Vicente Sacco Netto, com o São Paulo F. C., vindo a seguir Adauto Celso Sambaquy e Rubens Constantino Schumacher.



No dia 12 de junho de 1966, para comemorar o seu primeiro aniversário, a Liga Caxiense de Futebol de Mesa realizou, PELA PRIMEIRA VEZ, segundo fatos reais, um torneio interestadual de futebol de mesa, que contou com a participação de 17 botonistas de Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul e, especialmente convidados, os técnicos baianos Oldemar Seixas, o maior incentivador do futebol de mesa do Brasil, e Ademar Carvalho, quarto colocado no campeonato baiano de 1965. Também ocupando as dependências da sede social da AABB, estiveram desfilando pelas mesas outros nomes famosos, tais como: Paulo Borges (campeão gaúcho de 1965), Deodato Maggi (vice-campeão gaúcho de 1965), Clair Marques (campeão de Rio Grande), Gilberto Ghizzi (Presidente da Federação Riograndense de Futebol de Mesa), Marcos Lisboa (bicampeão caxiense e bancário), Vanderlei Duarte, Carlos e Paulo Valiatti, Raymundo Vasques, Cláudio Bittencourt, Sérgio Calegari (presidente da Liga Caxiense de Futebol de Mesa), Vicente Sacco Netto (representante de Pelotas), Sérgio Silva e Adauto Sambaquy.



Depois de quarenta jogos, seis nomes ponteavam as chaves, respectivamente:



A – 1º Claudio Bittencourt, 2º Vanderlei Duarte.



B – 1º Ademar Carvalho, 2º Paulo Valiatti, e



C – 1º Marcos Lisboa, 2º Sérgio Silva.



A seguir, verificou-se uma rodada eliminatória, a qual apontaria os três participantes da rodada final. Ademar Carvalho venceu a Marcos Lisboa, Claudio Bittencourt eliminou Sérgio Silva e Paulo Valiatti, na cobrança de pênaltis, tirou Vanderlei Duarte do páreo. Os três vencedores, então, disputariam um torneio triangular final: Bittencourt venceu Ademar, este derrotou Valiatti e Bittencourt ganhou de Valiatti, arrebatando a taça de campeão do torneio pelo saldo de gols. Ademar Carvalho foi um brilhante vice-campeão, pois além da mesa menor, enfrentou uma regra diferente daquela que estava acostumado a jogar, conseguindo dessa maneira, impor seu magnífico jogo aos adversários que o enfrentaram.



No dia 9 de setembro, nas dependências da AABB, a Liga Caxiense realizou o Torneio Início, que a entidade resolveu chamar de “Torneio Raymundo Vasques”, em preparativo para o campeonato de 1966. Inscreveram-se 52 técnicos para a disputa do torneio, que foi dividido em três categorias as quais ficaram assim distribuídas: 12 técnicos na terceira, 11 na segunda e 29 na primeira. Os campeões do Torneio foram: Deodato Maggi, da Industrial Madeireira, na primeira, Fernando Brandão, do Recreio Guarany, na segunda e Almir Manfredini, também do Recreio Guarany, na terceira categoria.



Organizado e realizado pela Liga Caxiense, realizou-se nos dias 17 e 18 de dezembro de 1966, no Colégio Nossa Senhora do Carmo, o campeonato estadual. Atendendo ao convite, várias cidades gaúchas enviaram seus representantes. Porto Alegre, Rio Grande, Arroio Grande, São Leopoldo, Rosário do Sul e Caxias do Sul disputaram entre si as primeiras colocações nas três categorias.



Na primeira categoria (maiores de 18 anos), o campeão foi Carlos Saraiva, de Porto Alegre. Fausto Borges, de São Leopoldo, foi o vice-campeão. Paulo Valiatti, de Caxias do Sul, foi o terceiro, Clair Marques (Rio Grande) o quarto e João Alberto Chiachio (Arroio Grande) o quinto.



Já na segunda categoria (dos 12 aos 18 anos), apresentou como campeão Gerson Garcia, de Rio Grande, Mauro Borges, de Rosário do Sul, foi o segundo colocado, Airton Dalla Rosa (Caxias do Sul) o terceiro e Luiz Elodi (Porto Alegre) o quarto.



José Roberto Sobreiro, de Porto Alegre, foi o campeão da terceira categoria (8 aos 12 anos), Almir Manfredini, de Caxias do Sul, foi o vice-campeão.



Na semana que vem trataremos do ano de 1967.



Até lá, se Deus quiser.



Sambaquy.